Contos enrolados

Contos, continuamente constantes.

Nada consistente, mente, cansante.

Nos segue, agente.

 Nada apenas silêncio, prosa poesia purpura.

Agora não é azul,

E sim vermelho.

E ao começo constantemente retorna

Cada cabo,

Pedaço

E desgaste ,

Em vão,

Talvez, mas, não.

Tudo que ainda

Pensante persisto estar

Considero criar fim

Com o sonho de torna-los infinitos

Os parágrafos agora, aqui,escritos.

Já tomaram nossos lábios.

lilith varney

A morte

Toc-toc-toc…

-Quem é?

-A sombra

-Que sombra?

-A que te segue

-Por onde?

-Pelos sonhos

-Ate quando?

-Ao infinito.

-Por que?

-Me pertence

-E eu?

-Não pertenço a ti.

-Qual motivo?

-Sem matéria.

-Quem?eu?!

-Não, sou eu.

-Quem és?

-Um anjo?

-Que anjo?

-Da morte

Olhos fechados, 

Escuridão,

Silêncio!Pra sempre!

A menina da colina

Na colina morava a menina

A menina sobre a colina pensava

Pensava em sereias de mentirinha

Pensava que sobre a colina estava

Ainda parada sabia,

que sobre a colina restava

Pensar no vento um tanto indeciso 

Hora em rumo ao norte, hora em rumo ao sul

Pensava no vazio que existia

Em seus olhos e mente distante

-Assumo!-gritava a menina

-Sussurro e soluço sozinha,

mas nada mais me destina

A não ser pensar sobre estar na colina.

Máscaras de carnaval-(31 de fevereiro)

31 de fevereiro

A corredeira em meus olhos se desfaz em soluço

Jazia em um copo rachado

A esperança

Consumida e agora liberta de mim

Na roda  dos falidos nobres

As memórias são esquecidas

Nada de lembranças,

Eu, ser em vão

Já fazia parte de 

Uma tal chamada solidão

que do nada surgiu

Tudo

De todos que deram errado

Sobraram os desgastes

máscaras de uso pessoal

não largo, empresto,

E não estão à venda

Ainda as carrego com minha culpa

As tais máscaras de carnaval

Já são úteis o ano inteiro

De dezembro até janeiro

Só as deixo 

Em 31 de fevereiro

lilith varney